O que cai na prova
Controlar a corrosão é manter a resistência estrutural e a aeronavegabilidade. Saiba reconhecer os tipos (superficial, galvânica, intergranular, sob tensão, por pites), as áreas críticas (bateria, juntas, rebites, trem de pouso, flapes, exaustão) e as proteções (pintura, anodização, alodização, ALCLAD). Cuidado com alumínio (sem escova de aço). Para controlar: identificar, limpar, remover conforme o procedimento, avaliar a perda pelo limite do manual, proteger, restaurar o acabamento e registrar. Corrosão é perda de metal; perda de metal é perda de resistência; perda de resistência é risco à segurança.
Conceito central
Corrosão é a deterioração do metal por ação química ou eletroquímica: o metal reage com o ambiente, perde material e perde resistência. Em aeronave é item de segurança, não acabamento — e alguns tipos evoluem escondidos (juntas, rebites, compartimentos). Limite de remoção, abrasivo, produto e acabamento vêm sempre do manual ou SRM.
Pegadinhas da banca em Controle de Corrosão
- Corrosão não é apenas ferrugem (alumínio, magnésio, aço e ligas também corroem).
- Anodização não é pintura — é camada de óxido controlada.
- ALCLAD não é tratamento térmico — é alumínio puro sobre liga.
- Corrosão intergranular não é 'por fora' — ocorre entre os grãos da liga.
- Pite pequeno na superfície pode ser profundo (a profundidade é o que preocupa).
- Corrosão galvânica precisa de metais diferentes + contato + eletrólito.
- Compartimento de bateria é área crítica de corrosão, não só área elétrica.
- Escova de aço não deve ser usada em alumínio anodizado.
Macetes para memorizar
- Corrosão é metal perdendo resistência por reação com o ambiente.
- Umidade + oxigênio + contaminante = risco de corrosão.
- Metais diferentes + umidade = atenção para corrosão galvânica.
- Tensão + ambiente corrosivo = risco de trinca.
- Pintura em aeronave também é proteção estrutural.
- Perda de metal = perda de resistência = risco à segurança.
Glossário técnico
- Corrosão (ação química/eletroquímica)
- Corrosão superficial
- Corrosão galvânica (metais diferentes + eletrólito)
- Corrosão intergranular (entre os grãos da liga)
- Corrosão sob tensão fraturante (tensão + ambiente corrosivo)
- Corrosão por pites (cavidades profundas)
- Áreas críticas: bateria, juntas, rebites, trem de pouso, flapes, exaustão
- Pintura como proteção
- Anodização (camada de óxido no alumínio)
- Alodização (proteção + aderência de pintura)
- ALCLAD (alumínio puro sobre liga)
Questões comentadas de Controle de Corrosão
Cinco questões do banco, com gabarito comentado. As outras 32 ficam dentro da plataforma.
- Apenas a tinta da superfície externa da liga
- Apenas a cabeça dos rebites expostos na liga
- Os contornos de grão da liga metálica
- Apenas o interior dos tanques da liga metálica
A corrosão intergranular ataca os contornos de grão da liga, muitas vezes sob a superfície. É comum em ligas de alumínio com tratamento térmico inadequado e pode ser difícil de detectar.
Pegadinha: Ela age 'por dentro', nos contornos de grão — pode estar avançada antes de aparecer na superfície.
- Um pó branco ou acinzentado na superfície
- Um pó vermelho-amarronzado de ferrugem típica
- Um pó preto e brilhante de aspecto uniforme
- Um pó azul-esverdeado de aparência oleosa
A corrosão do alumínio gera um pó branco ou cinza (óxido de alumínio). Já o aço/ferro produz ferrugem vermelho-amarronzada, e o cobre, um esverdeado.
Pegadinha: Pó branco/cinza = alumínio; ferrugem vermelha = aço. A cor ajuda a identificar o metal afetado.
- Excesso de pintura nova que cobre o metal
- Ar totalmente seco que circula sobre o metal
- Calor do motor que aquece de leve o metal
- Depósitos que retêm umidade sobre o metal
A corrosão por frestas (célula de concentração) ocorre sob depósitos de sujeira, juntas ou vedações que retêm umidade e criam diferenças de concentração (ex.: de oxigênio) na superfície.
Pegadinha: Sujeira e depósitos que 'seguram' água são o gatilho — superfície limpa e seca não cria a célula.
- ar seco, bem limpo e sempre filtrado
- baixa umidade e ausência total de sais
- umidade, sais (maresia) e poluentes
- pintura íntegra e boa drenagem da água
Umidade, sal e poluentes fornecem o eletrólito e agressividade ao processo corrosivo.
Pegadinha: Pintura íntegra e drenagem combatem a corrosão — não a aceleram.
- nos contornos dos grãos da estrutura interna
- apenas na camada externa de tinta de proteção
- somente na cabeça e na haste dos rebites
- exclusivamente em peças feitas de aço carbono
A intergranular se desenvolve ao longo dos contornos dos grãos do metal, muitas vezes sem sinal externo evidente.
Pegadinha: Não é superficial nem restrita à tinta — ela age ENTRE os grãos, por dentro.
Errou alguma dessas cinco?
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